26
- junho
2020
Posted By : assessoria de comunicacao
Comunicado nº 04 – Resposta à nota publicada pelo Sinpro-PE

Recife, 26 de junho de 2020.

Prezadas diretoras, caros diretores,

Diante de comunicado agressivo e desleal postado nas redes sociais pelo Sinpro-PE, o SINEPE-PE vem a público para repor a verdade dos fatos.

Em resposta à nota publicada pelo Sinpro-PE

Nós, que fazemos o Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco, entendemos que duas categorias profissionais que estão nos mundos do capital e do trabalho possam, sim, dialogar sempre, defendendo os princípios e os interesses que regem sua história e sua identidade, quase sempre divergentes ou mesmo opostos, mas dentro da civilidade e do espírito democrático que marcam o Estado de Direito, que, a duras penas, conquistamos.

E vinham sendo assim, nesse novo século, as relações institucionais entre o SINEPE-PE e o Sinpro-PE, pautadas, ano a ano, pelo fervor de cada lado em atuar em prol de sua categoria, nas mesas de negociação, por ocasião das mesas paritárias que definiam os acordos de trabalho celebrados por ambos, mas sempre dentro do figurino republicano.

Para se ter uma ideia do elevado nível de debate e discussão, há décadas vimos chegando a denominadores comuns, que assinalavam não um vencedor e um perdedor, mas o resultado equilibrado da contenda em que ambos os lados abriam mão de propostas do seu segmento para se chegar ao entendimento e, consequentemente, a concluir mais uma convenção anual coletiva de trabalho.

Veio, então, de supetão, a excepcionalidade planetária da pandemia do coronavírus, que levou e vem levando todos nós a mudanças radicais no modus vivendi, lançando-nos num mar de incertezas.

A escola não foi exceção nesse novo mundo. Os dois sindicatos, nesse momento, deram um exemplo que, por ser pioneiro, causou espécie em todo o país: celebraram um acordo de férias docentes para abril, com o intuito de abrir a possibilidade de aproveitar o mês de julho para a reposição de dias letivos. E mais: prorrogamos os efeitos da convenção vencida para 30 de junho, no intuito de discutirmos com mais propriedade o processo que estávamos vivendo.

Como se vê, continuávamos em plena negociação. A categoria docente apresentou uma pauta bastante simples, de revalidação da convenção de 2019/2020, com o item relativo ao reajuste salarial para ser tratado em setembro. Nós, enquanto categoria patronal, mostramos, com toda a transparência, a impossibilidade de tal pleito, até mesmo pelas questões de calendário letivo e de implicações trabalhistas.

Assim, fizemos uma contraproposta que, após dura negociação, em quatro encontros, resultou numa resposta da Diretoria do Sinpro—PE, para ser apresentada na Assembleia Geral do SINEPE-PE, o que ocorrerá na próxima semana.

Aí, nesta sexta-feira, 26, o Sinpro-PE, com o intuito de afrontar toda nossa categoria, publica uma nota com o título: ” A VIDA NÃO PODE SER TROCADA PELAS MENSALIDADES ESCOLARES”, com trechos e passagens que nos lembram os arroubos juvenis de anos idos, que já perderam seu viço ideológico, consumidos que foram pelas mudanças ocorridas aqui e no mundo.

A aleivosia maior é, sob o pretexto de estarem defendendo o bem maior, que é a preservação da vida, colocar as escolas em que trabalham e de onde recebem, com justiça, os seus proventos, em posição execrável, como se estivessem tratando de algo que não lhes diz respeito. E isso se traduz numa frase simples: EXISTEM SALÁRIOS, PORQUE EXISTEM RECEITAS. Eles não brotam da terra.

As escolas particulares de Pernambuco estão, sim, preparando-se com todo zelo e cuidado, dentro dos protocolos estabelecidos mundialmente, como também atentas às experiências que estão sendo vivenciadas por outros países de todos os continentes

Nunca anunciamos datas. Evidenciamos, sim, nossa expectativa, mais do que legítima, de retorno ao modelo presencial, sempre respeitando as determinações das autoridades sanitárias e educacionais.

Por fim, uma questão intrigante: ou a direção do SINPRO-PE vinha fazendo jogo duplo nas rodadas de negociação, não condizendo com o que puseram ou decidiram sobre a mesa, ou, diante de algum contexto interno da categoria, que, sinceramente, desconhecemos, resolveu chafurdar todo o esforço despendido por ambos os lados nesse processo.

Quem decifrará tal enigma?

Achamos que só quem o montou.

Atenciosamente,

Direção Executiva
SINEPE- PE